Epidemias multiespécies criando mundos mais que humanos com narrativas e fabulações especulativas
Conteúdo do artigo principal
Resumo
Cotidianamente, enfrentamos epidemias – algumas silenciosas, que habitam nossos corpos; e outras coletivas, que afetam o mundo em comum. Convivemos com seres epidêmicos no dia a dia: vírus, bactérias, pragas, ervas daninhas, insetos e outros inimagináveis seres que compartilham conosco a experiência de existir. Neste texto, em tom ensaístico e narrativo, abordamos as chamadas epidemias multiespécies, compreendidas como experiências produzidas no contato com seres mais que humanos, capazes de nos deslocar, afetar e, por vezes, transformar. Esses movimentos emergem das nossas vivências em ambientes epidêmicos, e também perpassam leituras, escritas e experimentações desenvolvidas ao longo de nossa formação. As narrativas e fabulações, nesse contexto, operam como uma metodologia sensível de pesquisa, permitindo exercitar a “arte de perceber o mundo” a partir de encontros interespécies. Entende-se, assim, que a existência é sempre composta em rede, por agregados multiespécies que coexistem, interagem e criam mundos possíveis.
Downloads
Detalhes do artigo

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
Referências
DELEUZE, G; PARNET, C. Diálogos. Tradução: Eloisa Araújo Ribeiro. São Paulo: Escuta, 1998.
HARAWAY, D. Ficar com o problema: fazer parentes no Chthuluceno. 1. ed. São Paulo: n-1 edições, maio, 2023.
HARAWAY, D. O manifesto das espécies companheiras: cachorros, pessoas e alteridade significativa. Tradução: Pê Moreira. 1. ed. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.
LAPOUJADE, D. As existências mínimas. São Paulo: n-1 edições, 2017.
SALES, T. A. Diante do antropoceno: educações para viralizar mundos possíveis. Revista Criar Educação, v.13, n.3, 2024.
TSING, A. Viver nas ruínas: paisagens multiespécies no antropoceno. Brasília: IEB Mil Folhas, 2019.