UMA ETNOGRAFIA DE TELA DO FILME WALL-E NO ENSINO DE BIOLOGIA A PARTIR DA TEORIA ATOR-REDE E DA FABULAÇÃO PEDAGÓGICA NO ANTROPOCENO
Main Article Content
Abstract
Faced with the challenges posed by the Anthropocene, this article proposes an analysis of the film Wall-E (2008), by Pixar, as a pedagogical artifact in Biology teaching, based on a screen ethnography. By portraying an Earth devastated by human action, the film offers a sensitive and powerful narrative to discuss themes such as ecology, biodiversity, and anthropic impacts. Anchored in critical environmental education, critical scientific education, and Actor-Network Theory, the study understands learning as a relational and situated process, traversed by humans and non-humans. From a post-critical perspective, cinema is approached as a formative language that articulates knowledge, ethics, and imagination. By following scenes and materialities in the film, pedagogical potentials are identified that invite the viewer to rethink ways of inhabiting the world. Thus, the article proposes possibilities for classroom work that value fabulation, sensitivity, and critical thinking.
Downloads
Article Details

This work is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 International License.
Aviso de Direito Autoral Creative Commons
https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).
References
ALMEIDA, Rogério de. A infância do cinema e o cinema da infância. In: MBLASQUES, Maria Betânia; SILVA, Cláudia Mendes da; ALMEIDA, Rogério de; PEREIRA, Arlete; REIS, Karina Felisberto dos; MARTINS, Renata; VILLANI, Andresa (org.). Infâncias, imagens e saberes. São Paulo: Hucitec, 2020. p. 13–28.
ARTAXO, Paulo. Uma nova era geológica em nosso planeta: o Antropoceno? Revista USP, n. 103, p. 13–24, 2014.
CARVALHO, Isabel Cristina de Moura A educação ambiental como campo de conhecimento: implicações para a formação de professores. Educação & Sociedade, Campinas, v. 25, n. 88, p. 25–39, 2004.
CARVALHO, Patrícia Dyonisio de; LEAL, Rayane Ancelmo; DAL’IGNA, Maria Cláudia. Etnografia de Tela: Uma metodologia potente para pesquisas em educação. Revista Amazônida: Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Amazonas, v. 10, n. 1, p. 19–19, 2 abr. 2025.
COUTINHO, Francisco Ângelo; VIANA, Gabriel Menezes. Teoria ator-rede e educação. Editora Appris, 2019.
DERRY, Jason. A Child Shall Lead Them: Exploring Discourses of Efficacy and Climate Change as They Appear in Children’s Animated Film. 2019. Tese (Ph.D. em Communication Studies) – College of Arts, Humanities and Social Sciences, University of Denver, Denver, CO, EUA
HARAWAY, Donna. Staying with the trouble: Making kin in the Chthulucene. Durham: Duke University Press, 2016.
HEISE, Ursula K. Plasmatic nature: Environmentalism and animated film. Public Culture, v. 26, n. 2, p. 301-318, 2014.
LATOUR, Bruno. Jamais fomos modernos. Editora 34, 1994.
LATOUR, Bruno. Políticas da natureza: como fazer ciência na democracia. São Paulo: Editora UNESP, 2000.
LATOUR, Bruno. Onde aterrar? Como se orientar politicamente no Antropoceno. São Paulo: Bazar do Tempo, 2020.
MELO, Maria de Fátima Aranha de l. Discutindo a aprendizagem sob a perspectiva da teoria ator-rede. Educar em Revista, p. 177-190, 2011.
MOL, Annemarie. Política ontológica: algumas ideias e várias perguntas. Objectos impuros: experiências em estudos sociais da ciência, p. 63-77, 2008.
PIRES, Ana Carolina; SILVA, Tânia Mara Galli Fonseca da. Cinema e infâncias: um olhar para a educação. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2014. E-book.
POLIVANOV, Beatriz Brandão. Etnografia virtual, netnografia ou apenas etnografia? Implicações dos conceitos. Esferas, n. 3, 2013.
SOUZA, Ludmila Olandim, COUTINHO, Francisco Angelo, VIANA, Gabriel Menezes. REIS, Débora D’Ávila. A aprendizagem enquanto afetação do corpo: Primeiras aproximações ao estudo de práticas de divulgação científica para o público infantil. Ciência & Educação (Bauru), v. 28, p. e22043, 2022.
SANTOS, PEREIRA, Wildson Luiz. Educação científica humanística em uma perspectiva freireana: resgatando a função do ensino de CTS. Alexandria (Florianopolis), v. 1, n. 1, p. 109–131, 2008.
STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes: resistir à barbárie que se aproxima. São Paulo: Cosac Naify, v. 203, 2015.
TSING, Anna Lowenhaupt. Viver nas ruinas. Brasília: IEB Mil Folhas. 2019.
VIEIRA, Bergson Morais. A etnografia como metodologia de análise da política: dilemas e perspectivas do trabalho de campo. Revista Magistro, v. 2, n. 14, 2016.