La blanquitud en el discurso sobre el desarrollo sostenible en los libros de texto de Biología

Contenido principal del artículo

Maycon Junio Gonçalves
Matheus Vieira Domingues
Danilo Seithi Kato

Resumen

El objetivo principal de este artículo es analizar los discursos materializados en los libros de texto de Ciencias Biológicas sobre la cuestión del desarrollo sostenible, y discutir cómo ese contenido expresa aspectos de la blanquitud como valor de la matriz colonial de poder. Se seleccionaron para el análisis siete libros de texto de biología, puestos a disposición de los estudiantes de escuelas públicas a través del PNLD (Programa Nacional de Libros de Texto). La metodología adoptada fue la investigación documental, asegurada por el método de análisis del paradigma evidencial Ginzburg (1989). Los resultados apuntaron que los discursos hegemónicos que aseguran la matriz colonial del poder en manos de la blanquitud son reproducidos cuando los temas de sustentabilidad y desarrollo sustentable son tratados en los documentos.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Detalles del artículo

Cómo citar
Gonçalves, M. J., Domingues, M. V., & Kato, D. S. . (2022). La blanquitud en el discurso sobre el desarrollo sostenible en los libros de texto de Biología. Revista De Enseñanza De Biología SBEnBio, 15(nesp.2), 888–906. https://doi.org/10.46667/renbio.v15inesp2.740
Sección
Dossiê Temático - Relações Étnico-raciais e o Ensino de Biologia
Biografía del autor/a

Maycon Junio Gonçalves, Universidad Federal del Triângulo Mineiro

Estudiante de Maestría en Educación - Investigador - Universidad Federal del Triângulo Mineiro (UFTM). Uberaba, MG - Brasil.

Matheus Vieira Domingues, Universidad Federal Juiz de Fora

Licenciado en Ciencias Biológicas - Universidad Federal de Juiz de Fora (UFJF). Juiz de Fora, MG - Brasil.

Danilo Seithi Kato, Universidad Federal del Triângulo Mineiro

Doctorado en Educación Escolar - Universidad Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Sao Paulo, SP - Brasil. Profesor - Universidad Federal del Triângulo Mineiro (UFTM). Uberaba, MG - Brasil

Citas

AGUILAR, J. B.; NAHAS, T.; AOKI, V. L.M. Ser protagonista: ciências da natureza e suas tecnologias. Ensino médio. São Paulo: SM Educação, 2020.

ALBUQUERQUE, U. P. et al. Humans as niche constructors: Revisiting the concept of chronic anthropogenic disturbances in ecology. Perspectives in Ecology and Conservation, v. 16, n. 1, p. 1-11, 2018.

ALMEIDA, S. Racismo estrutural. São Paulo: Pólen, 2019.

AMABIS, J.M. et al. Ciências da natureza e suas tecnologias. Manual do Professor. São Paulo: Moderna, 2020.

BEZZON, R. Z. ; DINIZ, R. E. S. O conceito de ecossistema em livros didáticos de biologia do ensino médio: abordagem e possíveis implicações. Educação em Revista, v. 36, 2020.

BITTENCOURT, C. M. F. Apresentação. Educação e Pesquisa, v. 30, n. 3, p. 471-473, 2004.

CARDOSO, L. Branquitude acrítica e crítica: a supremacia racial e o branco anti-racista. Revista Latinoamericana de Ciencias Sociales Niñez y Juventud, v. 8, n. 1, p. 607-630, 2010.

CELLARD, A. A análise documental. In: POUPART, J. et al. (Org.). A pesquisa qualitativa: enfoques epistemológicos e metodológicos. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008. p. 295-316.

CLEMENT, C. R. 1942 and the loss of amazonian crop genetic resources. I. The relation between domestication and human population decline. Springer on behalf of New York Botanical Garden Press Stable, v. 53, n. 2, p. 188-202, 1999.

DIEGUES, A. C. S. (Org.). Etnoconservação: novos rumos para a proteção da natureza nos trópicos. 2. ed. São Paulo: HUCITEC/ANNABLUME/NAPAUB-USP, 2000.

EL-HANI, C. N.; ROQUE, N.; ROCHA, P. L. B. DA. Livros didáticos de Biologia do Ensino Médio: resultados do PNLEM/2007. Educação em Revista, v. 27, n. 1, p. 211-240, 2011.

ESCOBAR, A. O lugar da natureza e a natureza do lugar: globalização ou pós-desenvolvimento? In: A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latino-americanas. Buenos Aires: CLACSO, Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales, 2005. p. 69-86.

GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas e sinais: morfologia e história. Trad. Federico Carotti. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.

GODOY, L; AGNOLO, R. M. D; MELO, W.C. Multiversos: ciências da natureza - ciência, sociedade e ambiente. Ensino médio. São Paulo: Editora FTD, 2020.

GONÇALVES, C. W. P. Os (des)caminhos do meio ambiente. São Paulo: Contexto, 1989.

KRENAK, A. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.

KRIPKA, R. M. L.; SCHELLER, M.; BONOTTO, D. L. Pesquisa documental na pesquisa qualitativa: conceitos e caracterização. Revista de investigaciones UNAD, Colombia, v. 14, n. 2, p. 55-73, 2015.

LEVIS, C. et al. How people domesticated amazonian forests. Frontiers in Ecology and Evolution, v. 5, 2018.

LOPES, S.; ROSSO, S. Ciências da Natureza Lopes & Rosso - Energia e consumo sustentável. Manual do professor. São Paulo: Moderna, 2020.

MARÍN, Y. A. O.; CASSIANI, S. Enseñanza de la Biología y lucha antirracista: Posibilidades al abordar la alimentación y nutrición humana. Revista de Educación en Biología, v. 24, n. 1, p. 39-54, 2021.

MIGNOLO, W. D. Colonialidade: o lado mais escuro da modernidade. Revista Brasileira de Ciências Sociais, v. 32, n. 94, 2017.

MIGNOLO, W. Histórias locais - projetos globais: colonialidade, saberes subalternizados e pensamento liminar. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.

SANTOS, K.C. Diálogo: ciências da natureza e suas tecnologias. Manual do professor. São Paulo: Moderna, 2020.

MUNANGA, K. Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia. In: SEMINÁRIO NACIONAL RELAÇÕES RACIAIS E EDUCAÇÃO PENESB. Anais do...Rio de Janeiro, 2003.

OROZCO, Y.; CASSIANI, S. Enseñanza de la Biología y lucha antirracista: posibilidades al abordar la alimentación y nutrición humana. Revista de Educación en Biología, v. 24, p. 39-54, 2021.

OROZCO, Y.; NUNES, P.; S, Cassiani. Branquitude e a Cisgeneridade problematizadas na formação de professoras(es) de Ciências e Biologia: uma proposta decolonial no estágio supervisionado. Revista Eletrônica Ensino, Saúde e Ambiente, v. Especial, p. 224-237, 2020.

POSEY, D. A. Indigenous management of tropical forest ecosystems: the case of the Kayapó indians of the Brazilian Amazon. Agroforestry Systems, v. 3, n. 2, p. 139-158, 1985.

QUIJANO, A. A colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: Lander, Edgardo (Org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: CLACSON, 2005.

SANTOS, B. S. Renovar a teoria crítica e reinventar a emancipação social. São Paulo: Boitempo, 2007.

SANTOS, B.S. Para uma sociologia das ausências e uma sociologia das emergências. Revista Crítica de Ciências Sociais, v. 63, p. 234-280, 2002.

SCHUCMAN, L. V. Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo. São Paulo: Editora Veneta, 2016.

SILVA, L. A. Mulheres Negras e suas representações nas coleções de livros didáticos de biologia aprovados pelo PNLD - 2015. Uberlândia - MG: Universidade Federal de Uberlândia, 2018.

SOUZA SOARES, K. M de. A população negra nos livros didáticos de biologia: uma análise afrocentrada por uma educação antirracista. João Pessoa, PB: Universidade Federal da Paraíba, 2020.

THOMPSON, M. et al. Conexões ciências da natureza e suas tecnologias. São Paulo: Moderna, 2020.

TOLEDO, V. M.; BARRERA-BASSOLS, N. A etnoecologia : uma ciência pós-normal que estuda as sabedorias tradicionais Ethnoecology : a post-normal science studying the traditional knowledge and wisdom. Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 20, p. 31-45, 2009.

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 8 9 > >> 

También puede {advancedSearchLink} para este artículo.

Artículos más leídos del mismo autor/a